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APD Promove Esclarecimento Sobre Centrais Privadas de Informação de Crédito

Encontro com profissionais da comunicação destacou o papel das CPIC na inclusão financeira e na transparência do sistema de crédito em Angola

A Agência de Protecção de Dados (APD) realizou um encontro dirigido a profissionais da comunicação, com o objectivo de esclarecer o funcionamento das Centrais Privadas de Informação de Crédito (CPIC) e o seu contributo para um sistema financeiro mais inclusivo e transparente.

A sessão contou com a presença do Bureau de Angola – Central Privada de Informação de Crédito, S.A. (Bureau.ao), actualmente o único operador deste tipo em actividade no país. A iniciativa procurou sensibilizar os participantes sobre o impacto que estas entidades podem ter na concessão de crédito e na redução da exclusão financeira.

“As CPIC são uma peça estratégica para garantir um sistema financeiro mais transparente, mais justo e mais acessível para todos. A protecção dos dados pessoais dos cidadãos é uma condição inegociável neste processo”, afirmou Njunjulo António, porta-voz da APD.

As CPIC funcionam com base legal e requerem o consentimento dos titulares para recolherem e disponibilizarem dados sobre comportamentos de pagamento, tanto de pessoas singulares como colectivas. Este mecanismo permite reduzir a assimetria de informação entre instituições financeiras e clientes, promovendo o crédito responsável.

“Promovemos a inclusão económica ao mesmo tempo que garantimos que os direitos dos titulares de dados sejam salvaguardados através de mecanismos efectivos de acesso, rectificação e contestação”, reforçou o porta-voz da APD.

Lançado em 2022 e em operação desde o segundo semestre de 2023, o Bureau.ao presta actualmente serviços a várias entidades credoras. Segundo a sua porta-voz, Carla Paiva, o operador pretende contribuir para o registo de históricos de crédito de milhões de consumidores e para a integração de sectores tradicionalmente excluídos do sistema financeiro formal.

Entre os desafios identificados estão a ampliação da rede de fontes de dados, que poderá abranger sectores como telecomunicações, serviços públicos e administrações fiscais, e o fortalecimento das práticas de transparência, segurança da informação e educação financeira.

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