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Estudo da Metricool Mostra Uso Generalizado de IA em Social Media

96% dos profissionais recorrem a ferramentas de inteligência artificial no dia-a-dia, mas qualidade e medição ainda levantam dúvidas

A utilização de inteligência artificial (IA) em social media está praticamente generalizada. De acordo com o relatório The State of AI in Social Media 2025, publicado pela Metricool, 96% dos profissionais inquiridos afirmam usar ferramentas de IA, sendo que 72,5% recorrem a estas soluções diariamente.

A pesquisa, realizada junto de utilizadores da plataforma em diferentes mercados, indica que a IA deixou de ser tendência emergente para se tornar parte do fluxo de trabalho dos gestores de redes sociais, criadores de conteúdo, freelancers e agências.

O estudo destaca que a função mais comum é a geração de ideias para conteúdos (78%), seguida da redacção de posts, legendas e textos (72%) e da adaptação de conteúdos a diferentes plataformas e tons (68%).

Outros dados revelam que:

  • 66% dizem que pelo menos metade do seu conteúdo envolve IA de alguma forma;
  • 6 em cada 10 consideram que a qualidade do conteúdo gerado por IA é igual ou superior ao produzido manualmente;
  • 17% já utilizam IA para responder a comentários e mensagens.

Entre os benefícios mais apontados estão o aumento da capacidade de produção (79%), a poupança de tempo em tarefas repetitivas (51%) e a possibilidade de experimentar novos formatos (73%).

Porém, o estudo também revela reservas: 45% dos inquiridos indicam preocupações com a qualidade do conteúdo, enquanto 36% admitem não medir, ou não saber como medir, o desempenho das publicações geradas por IA em comparação com as criadas por humanos.

Apesar da crescente integração, os orçamentos continuam contidos. Mais de metade dos profissionais (52%) recorre apenas a ferramentas gratuitas e 62% não prevê aumentar o investimento em IA no próximo ano. Apenas agências e empreendedores mostram maior propensão para subscrever serviços pagos.

Para Juan Pablo Tejela, CEO e cofundador da Metricool, a IA deve ser vista como complemento, e não substituto, do trabalho humano. “As equipas mais eficazes usam a IA como co-piloto, e não como substituto”, sublinha.

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