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Estudo da KPMG Aponta Optimismo dos CEOs Angolanos em IA e Talento

CEO Outlook 2025 revela confiança de 87% dos líderes inquiridos no crescimento das suas organizações, apesar de receios sobre economia global

Os directores executivos angolanos inquiridos pela KPMG mantêm expectativas positivas quanto às suas organizações, apesar das incertezas económicas globais, privilegiando investimentos em inteligência artificial e desenvolvimento de recursos humanos. Os dados constam da edição angolana do CEO Outlook 2025, estudo anual da consultora.

Segundo o relatório, 73% dos líderes inquiridos manifestam baixa confiança na economia global, aproximando-se dos níveis registados durante a pandemia. Contudo, 87% mostram-se optimistas quanto ao crescimento das empresas que lideram, valor acima da média global de 79% apurada pela KPMG.

O estudo indica que 94% dos CEOs prevêem aumentar o número de colaboradores, enquanto 87% antecipam actividade de fusões e aquisições com impacto moderado ou significativo até 2028. Dois terços dos inquiridos afirmam ter já ajustado as estratégias de crescimento face ao contexto actual.

As áreas prioritárias de investimento identificadas pela KPMG incluem cibersegurança e resiliência digital (53% dos inquiridos), integração da inteligência artificial (47%) e conformidade regulamentar (20%).

Três em cada quatro CEOs inquiridos classificam a IA como prioridade de investimento, segundo os dados da consultora. O relatório revela que 25% das organizações representadas destinam mais de 20% do orçamento a projectos nesta área, valor inferior aos 69% registados na amostra global.

A KPMG aponta expectativas de retorno mais ambiciosas: 93% dos líderes projectam recuperar o investimento em IA num prazo de um a cinco anos, contra os três a cinco anos anteriormente estimados.

O estudo identifica, porém, preocupações significativas. As questões éticas do uso de IA foram mencionadas por 87% dos inquiridos angolanos, muito acima dos 59% da média global. A preparação de dados (87%) e a ausência de regulamentação clara (67%) surgem como outros obstáculos relevantes.

A escassez de profissionais qualificados em tecnologias emergentes constitui uma das principais inquietações reveladas pelo estudo. Segundo a KPMG, 73% dos CEOs consideram que a preparação da força de trabalho em IA será determinante para a sustentabilidade das organizações, e 66% temem que a competição por talento especializado condicione os resultados empresariais.

As estratégias reportadas privilegiam a transformação interna: 80% das organizações inquiridas estão a reafectar colaboradores de funções tradicionais para posições que integram IA, 67% focam-se na retenção e requalificação, e 53% recorrem a novas contratações com competências digitais.

O relatório regista ainda preocupações com o envelhecimento demográfico, mencionado por 60% dos inquiridos como factor com impacto no recrutamento.

No capítulo da sustentabilidade, 54% dos líderes inquiridos afirmam estar no caminho para atingir zero emissões líquidas até 2030, embora identifiquem obstáculos. Os custos da transição foram mencionados por 40% dos respondentes, e 33% apontam a complexidade das cadeias de abastecimento.

Segundo o estudo, 87% dos CEOs prevêem usar IA para identificar eficiências de recursos, 80% para melhorar reporte de sustentabilidade, e 66% para redução de emissões. O relatório indica que 47% das organizações incorporaram sustentabilidade no modelo de negócio, e 73% priorizam conformidade com normas de divulgação ESG.

A KPMG reporta que 93% dos líderes inquiridos sentem maior responsabilidade em garantir prosperidade a longo prazo, e 87% consideram que as expectativas sobre a função evoluíram substancialmente nos últimos cinco anos.

As competências identificadas como essenciais incluem agilidade na tomada de decisões (60%), transparência comunicacional (27%) e gestão de riscos (27%). Mais de metade dos inquiridos – 53% – destacam conhecimento em IA como fundamental, percentagem superior aos 23% da média global.

O estudo da KPMG não especifica o número de CEOs angolanos inquiridos nem detalha a metodologia utilizada na recolha de dados.

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