Imbono Estabelece Parceria Com Duas Universidades Para Estudar Resiliência das Infra-Estruturas em África
Acordo de três anos com a Universidade da Cidade do Cabo e a Universidade de Abu Dhabi prevê o desenvolvimento de ferramentas para avaliar riscos e apoiar decisões de investimento na África Subsaariana

A Imbono, empresa que opera nos sectores das infra-estruturas e logística em mercados emergentes, assinou um acordo de cooperação académica com a Universidade da Cidade do Cabo (UCT), na África do Sul, e a Universidade de Abu Dhabi (ADU), nos Emirados Árabes Unidos. A parceria, com duração de três anos, prevê o desenvolvimento de um modelo de avaliação da resiliência das infra-estruturas na África Subsaariana, através da combinação de investigação académica com experiência operacional.
O desenvolvimento e a manutenção de infra-estruturas continuam a representar desafios para o crescimento económico do continente africano.
Segundo dados apresentados no comunicado, com referência ao Banco Africano de Desenvolvimento e à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), África necessita de investimentos anuais estimados entre 181 mil milhões e 221 mil milhões de dólares para responder à procura actual de infra-estruturas.
Os indicadores citados revelam ainda que apenas cerca de 27% das estradas africanas são pavimentadas e que mais de 600 milhões de pessoas não têm acesso à electricidade.
Além da necessidade de novos investimentos, a recuperação de perdas associadas às infra-estruturas representa custos anuais estimados entre 10,2 mil milhões e 11,4 mil milhões de dólares.
Neste contexto, a parceria pretende estudar factores que influenciam a durabilidade e o funcionamento das infra-estruturas, considerando as condições económicas, ambientais e operacionais dos diferentes mercados da região.
O projecto tem como principal objectivo desenvolver um Índice Unificado de Resiliência (Unified Resilience Index) e uma plataforma de apoio à tomada de decisões.
As ferramentas deverão permitir avaliar o desempenho das infra-estruturas, identificar factores de risco e analisar possíveis intervenções para melhorar a sua capacidade de funcionamento a longo prazo.
A investigação abrangerá os sectores da energia, água, alimentação e serviços sociais. A metodologia será adaptada às diferentes realidades da África Subsaariana, procurando estabelecer critérios de avaliação baseados em dados.
Marcus Weyll, CEO da Imbono, considera que a durabilidade das infra-estruturas deve assumir maior relevância no planeamento dos projectos, sobretudo em mercados sujeitos a condições operacionais variáveis.
“A durabilidade é fundamental para o desempenho a longo prazo, particularmente em mercados onde as condições operacionais podem variar significativamente”, afirmou o responsável, citado no comunicado.
Segundo Marcus Weyll, a colaboração permitirá reunir conhecimento académico e experiência operacional para desenvolver métodos de avaliação da resiliência das infra-estruturas.
O acordo inclui uma componente de formação e desenvolvimento de competências, através do financiamento de dois estudantes de doutoramento.
Os trabalhos académicos deverão contribuir para a investigação e para o desenvolvimento das ferramentas previstas no projecto.
Kathy Michell, directora de investigação da Universidade da Cidade do Cabo, considera que o desenvolvimento e a fiabilidade das infra-estruturas constituem desafios persistentes em África.
De acordo com a responsável, a investigação conjunta poderá contribuir para identificar problemas estruturais e apoiar a formulação de soluções de longo prazo.
A iniciativa procura, assim, associar a investigação universitária às necessidades de gestão e manutenção das infra-estruturas nos mercados africanos.
Em síntese
A Imbono, a Universidade da Cidade do Cabo e a Universidade de Abu Dhabi estabeleceram uma parceria académica de três anos para estudar a resiliência das infra-estruturas na África Subsaariana.
O projecto prevê a criação de um índice de avaliação, uma plataforma de apoio à decisão e o financiamento de dois estudantes de doutoramento. As ferramentas encontram-se numa fase de desenvolvimento e a sua aplicação prática ainda não foi detalhada.
Fonte: Comunicado divulgado pela Business Wire. Dados estatísticos atribuídos ao Banco Africano de Desenvolvimento (2024) e à OCDE (2025).




