Estudo Aponta Oportunidades Para Marcas com Mundial de 2026 nos EUA
Relatório revela crescimento do interesse pelo futebol nos EUA e aponta o Mundial de 2026 como momento estratégico para marcas e adeptos

Um novo estudo da The Harris Poll revela que o interesse dos norte-americanos pelo futebol está a crescer e que o Mundial de 2026, a disputar-se na América do Norte, poderá constituir uma oportunidade para as marcas se conectarem com diferentes segmentos de adeptos.
De acordo com o inquérito, 72% dos adultos nos Estados Unidos dizem ter interesse no futebol, percentagem ainda abaixo de mercados como o México (92%), o Reino Unido (82%) ou a Alemanha (80%). Quase dois terços (65%) dos fãs consideram que o futebol “não é realmente americano”, embora o entusiasmo tenha aumentado 17% desde 2020. Cerca de 45% dos inquiridos afirmam estar a aumentar o seu interesse, sendo que 25% se identificam como “dedicados” e 20% como “obcecados”.
O estudo indica que os grandes torneios globais são a principal porta de entrada para novos adeptos: 32% começaram a acompanhar futebol por causa de uma competição específica, como um Mundial. Para 70% dos fãs, o facto de a edição de 2026 se disputar nos Estados Unidos, Canadá e México gera entusiasmo acrescido. Um ano antes da competição, 46% dos americanos já tinham conhecimento de que o torneio seria realizado em solo norte-americano.
Mais de metade dos inquiridos (54%) dizem reparar nas marcas que patrocinam equipas ou eventos de futebol, e 55% admitem estar mais inclinados a comprar produtos dessas empresas. O papel dos atletas também é considerado determinante: 61% afirmam que são eles que dão vida ao desporto e 47% seguem estrelas individuais tanto quanto ou mais do que clubes ou selecções.
Embora os homens continuem a ser maioria entre os fãs (68% contra 32%), o peso feminino está a aumentar. Entre as adeptas, 32% classificam-se como “dedicadas” ou “obcecadas”, e metade afirma que o futebol é uma oportunidade de conexão com amigos e família. O interesse por ligas femininas também cresce: 60% dos americanos mostram entusiasmo pela sua expansão, com competições como a WNBA e a NWSL a ganharem visibilidade.
O estudo sublinha ainda o papel do futebol juvenil como via de entrada — 21% dos adeptos começaram a interessar-se pelo desporto através de academias ou clubes de base. As famílias reportam um investimento médio de 1.500 dólares anuais por filho em actividades desportivas.
A análise sugere que as empresas que queiram associar-se ao futebol devem estruturar a sua actuação em três fases: antes do torneio, com conteúdos educativos e de descoberta; durante o Mundial, com activações ligadas a momentos de jogo e interacções digitais; e no pós-evento, com programas que mantenham o interesse através de ligas locais e continentais.
O estudo baseia-se em inquéritos a 522 fãs de futebol e 424 adultos nos EUA, com recortes por género, mas não detalha o desenho amostral nem os métodos de ponderação. Apesar dessas limitações, a conjugação com o Sports Momentum Index da Harris Poll aponta para uma tendência consistente de crescimento, que deverá ter um ponto alto no Mundial de 2026 e continuidade até ao Mundial Feminino de 2027, no Brasil.




