Consultoras Alertam Para Riscos da Falta de Controlo Sobre Dados Empresariais
Dependência tecnológica sem políticas de recuperação expõe operações a riscos financeiros e paragens prolongadas

A dependência tecnológica sem políticas claras de recuperação e governação de dados expõe empresas a riscos operacionais e financeiros significativos, segundo alertas recentes de consultoras tecnológicas. A questão ganha relevância num contexto de crescente digitalização das operações empresariais em Angola.
Quando a digitalização amplifica vulnerabilidades
A transformação digital trouxe ganhos de eficiência, mas também novos riscos. Falhas no acesso ou recuperação de dados podem interromper linhas de produção, provocar paragens em plataformas ou comprometer serviços essenciais, particularmente em ambientes industriais.
A TIS, consultora tecnológica e de negócios, identifica como principais vulnerabilidades a ausência de métricas claras para disponibilidade e tempos de recuperação de sistemas críticos, bem como a dependência de fornecedores externos sem garantias contratuais sólidas sobre continuidade de serviço.
“Quando uma empresa não controla onde estão os seus dados e como podem ser recuperados, arrisca-se a paragens prolongadas, perda de informação estratégica e custos elevados”, afirma Willian de Oliveira, CEO da TIS, em comunicado.
A questão da latência e do processamento externo
Um aspecto técnico relevante prende-se com o percurso dos dados. Quando o tráfego digital sai do país para processamento no exterior, regressando depois aos utilizadores finais, pode introduzir latência adicional e dependência de conectividade internacional.
Em contextos industriais com sistemas de automação ou controlo em tempo real, atrasos de segundos ou minutos podem ter impacto financeiro directo, segundo a consultora.
Do técnico ao estratégico
A questão transcende o departamento de IT. A gestão de dados exige abordagem estratégica que integre métricas técnicas com impacto económico e operacional, envolvendo a gestão executiva na definição de políticas de governação e planos de recuperação.
Resta saber como as empresas angolanas estão a responder a estes desafios e que medidas regulatórias ou de mercado podem estimular melhores práticas de soberania e resiliência de dados no país.




