ANPG e TotalEnergies Apresentam 30 MPMEs Seleccionadas Para o Programa MUNGU
Iniciativa de capacitação empresarial pretende abranger 200 empresas em três anos e reforçar a integração de fornecedores nacionais nas cadeias de valor do sector energético

A Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG) e a TotalEnergies apresentaram oficialmente as 30 micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) seleccionadas para integrar a primeira edição do programa MUNGU. A iniciativa, implementada pela Acelera Angola, pretende capacitar cerca de 200 empresas nacionais ao longo de três anos, com o objectivo declarado de as preparar para aceder a contratos de maior dimensão no sector energético e noutras áreas estratégicas.
Um programa para reforçar o tecido empresarial angolano
A cerimónia de apresentação decorreu no Palácio de Ferro, em Luanda, e marcou o arranque formal do projecto. A ANPG, que promove a iniciativa em parceria com a TotalEnergies, quer que o MUNGU seja um instrumento de consolidação da política de conteúdo local em Angola.
Na ocasião, responsáveis da agência descreveram o programa como “um passo estruturante” para preparar as empresas nacionais a responder às exigências técnicas, financeiras e legais que os grandes contratos exigem. O objectivo é criar condições para que as MPMEs possam concorrer com padrões mais elevados de gestão, certificação e conformidade regulatória.
Do lado da TotalEnergies, o responsável pela área de Sustentabilidade reconheceu que muitas empresas angolanas já detêm capacidade técnica e conhecimento de mercado, mas precisam de apoio ao nível de processos internos, certificações e estrutura organizacional. “O nosso objectivo é apoiar estas empresas na formalização, qualificação e estruturação interna, para que possam apresentar propostas competitivas e sustentáveis”, afirmou, enquadrando o investimento social associado ao Bloco 17 numa visão de desenvolvimento económico inclusivo.
O que o programa oferece às empresas seleccionadas
A implementação do MUNGU está a cargo da Acelera Angola, que explicou que as 30 empresas desta primeira edição actuam em sectores tão diversos como logística, mobilidade, agricultura, indústria transformadora, tecnologia, construção, educação, marketing e turismo.
Cada ciclo do programa terá uma duração média de 38 semanas e contemplará formação em gestão e finanças, apoio à regularização documental e às certificações necessárias, mentoria especializada, preparação para processos concursais e ligação a potenciais parceiros e clientes.
No final do percurso, as empresas participantes poderão obter o Selo MUNGU, um distintivo de qualificação que, segundo os promotores, visa facilitar o acesso a contratos de maior escala.
Em síntese: A ANPG e a TotalEnergies apresentaram oficialmente as 30 MPMEs seleccionadas para a primeira edição do programa MUNGU, implementado pela Acelera Angola. Com uma duração de 38 semanas por ciclo e um horizonte de três anos, o programa pretende capacitar cerca de 200 empresas angolanas com formação, mentoria e apoio à certificação, culminando na atribuição do Selo MUNGU. Os promotores afirmam que a iniciativa visa reforçar o conteúdo local e melhorar a competitividade das empresas nacionais nas cadeias de valor do sector energético e de outras indústrias.




