TAAG Abre Rota Directa Entre Angola e a China com Voo Inaugural Marcado Para 23 de Junho
A ligação Luanda–Guangzhou será operada em Boeing 787 Dreamliner, com frequência semanal

A TAAG – Linhas Aéreas de Angola, apresentou esta terça-feira, em Luanda, a sua nova rota internacional para Guangzhou, na República Popular da China. As operações comerciais arrancam a 23 de Junho de 2026, ligando o Aeroporto Internacional Dr. António Agostinho Neto, em Icolo e Bengo, à cidade chinesa. A ligação será operada em Boeing 787 Dreamliner, com uma frequência semanal e saída de Angola às terças-feiras. A venda de bilhetes já se encontra aberta.
Para o presidente do Conselho de Administração da TAAG, Clóvis Lara Martins Rosa, a nova ligação inscreve-se num projecto de transformação mais amplo. “A rota Luanda–Guangzhou não é um ponto de chegada. É mais um passo seguro na construção da nova TAAG, uma companhia mais moderna, mais eficiente, mais competitiva, mais conectada com o mundo”, afirmou.
O Ministro dos Transportes, Ricardo Viegas de D’Abreu, enquadrou a aposta numa lógica de posicionamento geográfico do país. “Estamos a construir as condições para que Angola deixe de ser apenas um destino e passe a afirmar-se como uma plataforma de ligação regional e intercontinental”, declarou. O governante fez ainda questão de precisar a localização do novo aeroporto: “Continuamos a dizer Luanda, mas não é Luanda, é Icolo e Bengo.”
Presente na cerimónia, o Embaixador da China em Angola, Zhang Bin, classificou a ligação como “uma nova etapa mais conveniente e eficiente” na cooperação entre os dois países.
Os números ajudam a perceber o peso da relação. Em 2025, o volume de trocas comerciais entre Angola e a China terá atingido 20,8 mil milhões de dólares, num quadro de presença empresarial activa, comunidade residente significativa e cooperação em vários sectores
O essencial
A TAAG lança a rota Luanda–Guangzhou a 23 de Junho de 2026, operada em Boeing 787 Dreamliner, com uma frequência semanal às terças-feiras e bilhetes já à venda. A companhia apresenta a operação como um marco no seu plano de expansão internacional e como um instrumento de reforço das relações comerciais, turísticas e culturais entre Angola e a China, num momento em que as trocas bilaterais entre os dois países terão ultrapassado os 20 mil milhões de dólares anuais.




