Mundial 2026 Impulsiona Vendas Recorde da Adidas no Segundo Trimestre
Marca registou receitas de 6,7 mil milhões de euros e aumentou o investimento em marketing em 212 milhões, num trimestre marcado pelas activações do Mundial 2026

A Adidas apresentou receitas de 6,7 mil milhões de euros no segundo trimestre de 2026, um crescimento de 14% a taxas de câmbio constantes e o valor mais elevado de sempre para o período. A empresa associa o desempenho ao Campeonato do Mundo de futebol e reviu em alta a previsão de vendas para o conjunto do ano, mantendo inalterada a estimativa de lucro operacional.
De acordo com a empresa, o crescimento foi transversal a quase todas as regiões, com aumentos de duplo dígito em todos os mercados excepto a Europa, que cresceu 6%. O canal de venda directa ao consumidor, que inclui lojas próprias e comércio electrónico, avançou 25%, com subidas de duplo dígito em todas as regiões, incluindo a europeia.
O segmento Performance, que agrega material desportivo técnico, cresceu 39%, com o futebol e a corrida identificados como principais motores. A margem bruta melhorou 0,8 pontos percentuais, para 52,5%. O lucro operacional subiu 5%, para 574 milhões de euros, num trimestre em que a empresa reforçou o investimento em marketing em 212 milhões de euros. O resultado líquido das operações em continuidade cresceu 6%, para 398 milhões de euros.
No primeiro semestre, as receitas subiram igualmente 14% a câmbios constantes, para 13,3 mil milhões de euros. O lucro operacional aumentou 11%, para 1.279 milhões de euros, correspondendo a uma margem operacional de 9,6%. Foi concluída a primeira tranche de 500 milhões de euros do programa de recompra de acções e lançada a segunda.
Bjørn Gulden, presidente executivo da Adidas, descreveu o trimestre em termos particularmente entusiastas. “Este Mundial foi como um conto de fadas para mim”, afirmou, acrescentando que não considera possível ter escrito melhor o guião.
Segundo o gestor, a campanha Backyard Legends procurou devolver ao futebol a dimensão de jogo de rua, acompanhada por uma oferta que juntou equipamentos, vestuário de estilo de vida, calçado e bolas. A final da competição opôs duas selecções patrocinadas pela marca alemã, a Argentina de Messi e a Espanha de Lamine Yamal, disputada com a bola adidas Trionda. Pela primeira vez na história da prova, também as equipas de arbitragem envergaram as três riscas.
Gulden atribui ainda parte do crescimento a uma opção deliberada de aumentar a disponibilidade de produto em vez de optimizar níveis de stock. Na sua leitura, o escoamento nas lojas superou as encomendas colocadas pelos retalhistas, situação que descreve como preferível.
Em síntese
- A Adidas declarou receitas de 6,7 mil milhões de euros no segundo trimestre, com crescimento de 14% a câmbios constantes, valores divulgados pela própria empresa.
- A venda directa ao consumidor cresceu 25% e o segmento Performance 39%, com futebol e corrida apontados como motores.
- O lucro operacional subiu 5%, para 574 milhões de euros, num trimestre com mais 212 milhões de euros em marketing.
- A previsão de vendas para 2026 foi revista em alta, para 9% a 10%, mas a estimativa de lucro operacional manteve o mesmo valor.
- O calçado de estilo de vida continua pressionado por descontos no retalho, sobretudo na Europa.




