KFC Lança Campanha de Reposicionamento no Mercado Americano
A cadeia de frango frito assume publicamente a perda de quota de mercado e apresenta nova abordagem de marketing
A KFC deu início a uma nova campanha de reposicionamento nos Estados Unidos, apelidada de Comeback Era, com o objectivo de recuperar relevância num mercado cada vez mais competitivo no segmento de frango frito. A iniciativa marca uma nova fase da estratégia da marca, centrada na aposta no sabor original e na proximidade com os consumidores.
Como parte da campanha, a KFC está a oferecer baldes de frango gratuitamente através da aplicação e do website oficial da marca, numa acção que visa incentivar os consumidores a voltarem a experimentar os produtos da cadeia. A empresa afirma ter implementado melhorias operacionais e no sabor, prometendo um produto mais próximo da receita original com 11 ervas e especiarias criada pelo fundador da marca, o Coronel Sanders.
O Coronel regressa também à comunicação da marca, com uma representação mais séria e determinada, num esforço para sublinhar o compromisso da empresa com a qualidade e a experiência do cliente. A nova campanha, intitulada The Colonel Lived So We Could Chicken, conta com a participação do chef e actor Matty Matheson, e destaca a busca pelo “melhor frango frito possível”.
“Ao ouvirmos os nossos clientes e respondermos às suas expectativas, queremos recuperar o nosso lugar no mercado do frango frito. Estamos a pedir uma nova oportunidade aos nossos consumidores”, afirmou Catherine Tan-Gillespie, presidente da KFC nos Estados Unidos.
A marca introduziu igualmente alterações na identidade visual em loja e nas redes sociais, com uma mudança no tom e na expressão do Coronel Sanders. Segundo a KFC, o objectivo é reafirmar o compromisso com os consumidores e reposicionar a marca num mercado altamente competitivo.
Esta campanha representa uma abordagem pouco convencional no sector da restauração, onde a marca assume publicamente as suas fragilidades competitivas. A estratégia de envolver os consumidores na “co-criação” do regresso pode ser vista como inovadora, mas também expõe a marca a críticas públicas adicionais.




