MARKETING

Jonatan Lobo Defende Equilíbrio Entre Marketing Digital e Acções Presenciais

No CNMP 2025, o profissional apelou a uma comunicação mais equilibrada e humana, defendendo que o digital deve ser consequência, e não o ponto de partida das marcas

No Congresso Nacional de Marketing e Publicidade 2025, realizado no Auditório da ENAPP, em Luanda, Jonatan Lobo sublinhou a importância de encontrar um equilíbrio entre o digital e as acções presenciais na comunicação das marcas.

Durante a sua intervenção, Jonatan Lobo destacou que menos de metade da população angolana tem acesso regular à internet, razão pela qual as empresas não devem concentrar todos os seus esforços nas redes sociais. “O digital é o início do teu produto, não o fim. Há marcas que precisam primeiro de estar próximas das pessoas, nas ruas e nos eventos, antes de pensar em redes sociais”, afirmou.

O especialista alertou também para o uso excessivo de influenciadores sem critérios estratégicos, observando que “muitos têm centenas de milhares de seguidores, mas o impacto real no produto é mínimo”. Jonatan Lobo defendeu a necessidade de definir objectivos claros e métricas de avaliação adequadas para garantir resultados efectivos.

Outro ponto da sua intervenção foi a distinção entre figuras públicas e criadores de conteúdo digital. “Cantores e figuras públicas funcionam bem em acções presenciais. Mas, no digital, é preciso investir em quem cria relevância todos os dias nesse espaço”, explicou, acrescentando que a selecção de perfis deve ser feita com base no contexto e no público-alvo de cada marca.

O Congresso, que reuniu profissionais e estudantes de marketing, comunicação e publicidade, debateu temas como a autenticidade das marcas, a inovação e o futuro da comunicação integrada em Angola.

Ao encerrar a sua participação, Jonatan Lobo reforçou que “os influenciadores não têm responsabilidade sobre os destinos das marcas. Já os profissionais de marketing e publicidade estudam para isso e precisam ser mais valorizados”.

Para além disso, concluiu defendendo que o digital deve ser uma consequência, e não o ponto de partida, apelando a uma comunicação mais humana, estratégica e ajustada à realidade angolana.

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