Angola: Conheça a verdadeira opinião dos jovens sobre a comunicação das marcas em tempos de COVID-19
Já todos nós ouvimos os especialistas e responsáveis de marketing dizerem que a pandemia da COVID-19 trouxe grandes desafios à comunicação das marcas. Muitas marcas foram obrigadas a adoptar rapidamente novas formas de levar a sua mensagem aos consumidores confinados em casa. O digital passou a ser um território essencial para as marcas comunicarem.
Mas será que as mensagens chegaram aos jovens? De que forma? Esta é a faixa etária mais representativa da população angolana, e a que mais utiliza os canais digitais e as redes sociais, por isso vale a pena tentar perceber o que eles acham da comunicação actual das marcas.
O Marcas em acção conversou com Edgar Muinga, 24 anos, licenciado em comunicação social e que trabalha na área de estratégia e comunicação digital da Angoalissar, Stélio Macedo, profissional de marketing digital, 22 anos, licenciado em ciências da comunicação, Fernanda Gonga, estudante do curso de comunicação social, repórter do Portal de TI e que colabora também com entidades ligadas ao sector dos eventos, e Ed Lando, que é empreendedor no ramo da venda online de livros, para saber a opinião destes jovens sobre a comunicação das marcas em tempos de COVID.
Sobre como avalia a comunicação das marcas neste período, Stélio Macedo começou por considerar “que as marcas angolanas têm sido pouco criativas” nas suas mensagens, mas entende que isso é resultado das empresas estarem a viver um momento único para o qual não estavam preparadas. Edgar Muinga é da opinião que “quem mais comunica é o Estado”, com algumas marcas a seguirem a comunicação do Estado relacionada com a prevenção. Para o empreendedor Ed Lando, este período deveria exigir das marcas uma “comunicação de crise”, para além da necessidade de “educar as pessoas”.
Em relação ao digital, Stélio sentiu um crescimento deste meio, mas é da opinião que as marcas já deveriam ter apostado no digital mesmo antes da pandemia. Ainda assim, considera positiva a adaptação dos negócios ao digital, citando o exemplo do Kero “que passou a fazer entregas ao domicílio” através da parceria estabelecida com a Tupuca. Fernanda Gonga referiu que este período de pandemia apresentou também oportunidades de crescimento, em particular para as marcas do sector tecnológico.
“Esta é a fase da comunicação para a consciência e não para o processo de compra”, afirma Edgar Muinga sobre a estratégia que as marcas devem seguir neste período para que o consumidor esteja preparado para comprar quando “voltarmos à normalidade”, enquanto Stélio Macedo aponta que deve haver uma aposta no “marketing de conteúdo”.
A conversa também abordou o tema da Responsabilidade Social das empresas durante este período, com os intervenientes a considerarem de uma forma geral positiva a intervenção das empresas.
Sobre o que vai acontecer no pós-pandemia, Stélio Macedo considera que o “novo normal vai perder a força” ao longo do tempo porque as marcas em Angola “têm uma certa preguiça em comunicar”. Já Edgar Muinga acredita que haverá uma maior redistribuição do peso dos canais de comunicação utilizados pelas marcas, equilibrando a comunicação offline e online, bem como a continuação do investimento em canais de distribuição como o e-commerce e o delivery. Para Fernanda Gonga, os eventos online (os chamados “lives”) vão manter-se no pós-COVID.
Quais as marcas que se destacaram em termos de comunicação neste período? Quais os desafios que as marcas encontram ao comunicar no digital? Será que as empresas estão a apostar nos profissionais de marketing digital? Estas e outras questões foram respondidas pelos nossos convidados e podem ser ouvidas no vídeo disponível no nosso canal do YouTube.
Ver vídeo




