FOX Anuncia Aquisição da Roku Por 22 Mil Milhões de Dólares
Operação combina os activos de conteúdos da FOX com a plataforma de streaming da Roku e deverá criar um dos maiores grupos de televisão e streaming dos Estados Unidos

A FOX Corporation anunciou um acordo definitivo para adquirir a Roku, numa operação avaliada em cerca de 22 mil milhões de dólares. A transacção combina os activos de conteúdos da FOX, incluindo desporto, notícias, entretenimento e a plataforma Tubi, com a tecnologia, audiência e plataforma de streaming da Roku, que alcança mais de 100 milhões de lares em todo o mundo.
Segundo as empresas, a operação surge num contexto de transformação do mercado audiovisual, marcado pelo crescimento do streaming e pela procura contínua por conteúdos em directo, particularmente nas áreas do desporto e da informação.
A combinação junta o portefólio de conteúdos da FOX, que inclui direitos de transmissão da NFL, MLB, NASCAR, Big Ten e FIFA World Cup, à plataforma de televisão conectada da Roku e ao seu ecossistema de distribuição digital.
Após a conclusão do negócio, a empresa combinada deverá tornar-se o terceiro maior operador de televisão dos Estados Unidos em quota de audiência, reunindo activos como a Tubi e o The Roku Channel.
Lachlan Murdoch, Executive Chair e CEO da FOX Corporation, afirmou que a aquisição representa mais uma etapa na estratégia da empresa, iniciada nos últimos anos com uma maior aposta em conteúdos de notícias, desporto e serviços de streaming.
Já Anthony Wood, fundador, chairman e CEO da Roku, referiu que a operação poderá permitir à empresa ampliar a sua presença no mercado e acelerar o desenvolvimento da sua plataforma.
Entre os principais objectivos identificados pelas empresas está o aumento da escala de distribuição e audiência.
A Roku chega actualmente a mais de 100 milhões de lares com serviços de streaming e está presente em mais de metade dos lares norte-americanos com acesso à internet de banda larga. Já a FOX mantém uma posição relevante nos segmentos de notícias e desporto em directo.
A aquisição permite igualmente à FOX reforçar a sua presença em áreas como a publicidade em televisão conectada (Connected TV) e os serviços de streaming por subscrição.
A operação deverá ainda integrar os conteúdos da FOX com os activos tecnológicos da Roku, incluindo a interface da plataforma, os sistemas de distribuição e os dados de utilização dos espectadores.
Segundo as estimativas divulgadas pelas empresas, a transacção poderá contribuir para aumentar o peso dos negócios digitais no grupo combinado.
O acordo avalia cada acção da Roku em 160 dólares, através de uma combinação de dinheiro e acções da FOX.
Por cada acção da Roku, os accionistas receberão 96 dólares em numerário e 0,9693 acções ordinárias Classe A da FOX.
Após a conclusão da operação, os actuais accionistas da FOX deverão deter aproximadamente 73% da empresa combinada, enquanto os accionistas da Roku ficarão com cerca de 27%.
A FOX prevê financiar a componente em dinheiro através de uma combinação de dívida e recursos próprios. Para o efeito, garantiu uma linha de financiamento de 12 mil milhões de dólares.
As empresas estimam gerar cerca de 400 milhões de dólares em sinergias anuais de custos, além de potenciais receitas adicionais decorrentes da integração dos negócios.
Anthony Wood deverá manter funções na empresa combinada e integrar o Conselho de Administração da FOX após o fecho da operação.
A conclusão do negócio continua dependente da aprovação dos accionistas das duas empresas e das entidades reguladoras competentes. O encerramento da transacção está previsto para o primeiro semestre de 2027.
Em síntese
A FOX vai adquirir a Roku numa operação avaliada em cerca de 22 mil milhões de dólares.
A transacção junta activos de conteúdos, streaming e distribuição digital das duas empresas.
A empresa combinada deverá tornar-se o terceiro maior operador televisivo dos Estados Unidos em quota de audiência.
A aquisição reforça a presença da FOX nos segmentos de streaming e televisão conectada.
O fecho do negócio está previsto para o primeiro semestre de 2027, sujeito às aprovações regulatórias e dos accionistas.




