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LinkedIn Explica Como Ganhar Visibilidade na Era da Pesquisa com IA

Plataforma destaca conteúdo educativo, consistência e credibilidade como factores-chave para ganhar relevância nas pesquisas com inteligência artificial

O LinkedIn publicou um guia oficial com recomendações para marcas e profissionais que queiram aumentar a sua visibilidade nas respostas geradas por inteligência artificial. Segundo a plataforma, quem produz conteúdo educativo de qualidade, com regularidade e com credibilidade, terá mais probabilidade de ser citado pelos grandes modelos de linguagem.

A pesquisa está a mudar, e o LinkedIn posiciona-se no centro disso

A forma como os compradores B2B investigam produtos e serviços está a transformar-se. Antes de visitarem o website de uma empresa, cada vez mais profissionais recorrem a ferramentas de inteligência artificial para construir listas de fornecedores e tomar decisões preliminares. O LinkedIn designa esta nova dinâmica de buyability, a credibilidade que, segundo a plataforma, conduz à escolha.

Para sustentar o argumento, o LinkedIn cita dados da Profound e da Semrush, duas empresas do sector de análise digital com interesse próprio neste ecossistema. De acordo com esses dados, o LinkedIn é o domínio mais referenciado para pesquisas profissionais nos principais motores de busca com IA, e apresenta índices de similaridade semântica entre 0,57 e 0,60, valores que a plataforma considera superiores aos do Reddit ou do Quora.

Os três princípios que o LinkedIn recomenda

Conteúdo educativo em vez de conteúdo de opinião. Segundo o LinkedIn, os modelos de IA valorizam mais o conteúdo aprofundado, que demonstra conhecimento específico, partilha dados próprios e aborda temas com ângulos diferenciadores, do que artigos de opinião ou actualizações pessoais. A plataforma afirma que este tipo de conteúdo pode contribuir para maior controlo da narrativa e menor risco de imprecisões geradas pela IA, embora reconheça que se trata ainda de uma hipótese em teste.

Originalidade e frequência. De acordo com dados internos citados pela plataforma, artigos longos, newsletters e publicações regulares representam 60% de todas as referências geradas por IA a partir do LinkedIn. Para artigos, o intervalo entre 800 e 1.200 palavras é apontado como referência. Para publicações mais curtas, 200 a 300 palavras. O LinkedIn indica ainda que 95% das citações provêm de conteúdo original – não de republicações – e alerta que conteúdo inteiramente gerado por IA poderá ser sinalizado e excluído da indexação.

Credibilidade do autor acima da viralidade. O LinkedIn refere, com base em dados internos, que membros com mais de 3.000 seguidores têm maior probabilidade de ser citados. A regularidade de publicação (duas a três vezes por semana ou pelo menos semanalmente) é também apontada como factor relevante. Publicações com dez ou mais comentários parecem igualmente beneficiar de melhor desempenho, segundo a mesma fonte. No caso do vídeo, a plataforma recomenda que a legenda não seja descurada, por ser o elemento textual que permite aos modelos interpretar a mensagem.

O que isto significa para marcas e profissionais

As recomendações do LinkedIn têm implicações práticas para equipas de marketing e comunicação que já utilizam a plataforma como canal de conteúdo. Se os dados citados se confirmarem, uma estratégia centrada em publicações regulares, assinadas por especialistas reconhecidos e orientadas para responder a perguntas concretas do sector, poderá aumentar a probabilidade de o conteúdo ser referenciado por ferramentas de IA como o ChatGPT, o Gemini ou o Copilot.

A distinção entre páginas de empresa e perfis individuais mantém relevância: a página institucional assegura consistência e escala, enquanto os perfis de especialistas acrescentam o componente de credibilidade que, segundo o LinkedIn, os modelos tendem a valorizar.

Vale notar que estas orientações partem da própria plataforma, que tem interesse directo em incentivar a produção de conteúdo pelos seus utilizadores. A validação independente das correlações apresentadas está ainda em curso.

Em síntese

O LinkedIn defende que se tornou uma fonte de referência relevante para sistemas de inteligência artificial e partilhou um conjunto de recomendações para marcas e profissionais que queiram tirar partido disso. As orientações assentam em três eixos: conteúdo educativo e aprofundado, publicações originais e regulares, e autores com credibilidade estabelecida. Os dados que sustentam estas conclusões provêm, em grande parte, da própria plataforma e de parceiros do sector, um contexto que o leitor deve ter em consideração ao avaliar as recomendações.

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