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AFA Consolidou Marca no Futebol de Formação Angolano

Saída de Toni Cortés encerra ciclo marcado pela afirmação da Academia Angolana de Futebol através da formação, identidade competitiva e projecção internacional

A saída de Toni Cortés da Academia Angolana de Futebol, no mês de Abril, encerrou um ciclo de treze anos à frente de um dos projectos de formação desportiva mais estruturados de Angola. Treinador catalão com passado no RCD Espanyol e na selecção catalã, Toni Cortés regressa a Barcelona deixando uma estrutura com identidade desportiva própria, resultados internacionais e um número considerável de jogadores nas selecções nacionais angolanas.

O principal valor construído ao longo desta década não foi apenas competitivo. Foi identitário. A AFA desenvolveu, sob a orientação de Toni Cortés, um modelo de jogo assente num futebol organizado, ofensivo e com princípios claramente definidos, que tornou as suas equipas identificáveis no panorama do futebol de formação angolano.

Na época 2025-2026, os resultados continuam a reflectir essa consistência: as equipas de juniores, juvenis e iniciados lideram os respectivos campeonatos provinciais em Luanda, e a equipa de infantis mantém-se nas primeiras posições.

A projecção internacional da AFA foi uma das expressões mais visíveis da solidez do projecto. As equipas de formação venceram em competições europeias de prestígio, como o Mundialito do Algarve e o Torneio Internacional de Carballo, em várias edições consecutivas, com jogadores distinguidos individualmente como os melhores das suas categorias.

Este desempenho atraiu a atenção de figuras de referência do futebol mundial, entre elas Pep Guardiola, Mauricio Pochettino, Michael Laudrup, Lilian Thuram ou Frédéric Kanouté, que acompanharam ou procuraram conhecer o projecto de perto.

Um dos indicadores mais concretos do impacto do modelo formativo é a presença de jogadores da AFA nas selecções nacionais angolanas. Desde 2016, dezenas de futebolistas formados na academia foram convocados para diferentes escalões, participando em competições como a COSAFA, o CAN e o Mundial sub-17.

Vários chegaram à selecção principal, casos de Maestro, Jarede, Capita, Agostinho e Luís Caica, entre outros.

Toni Cortés regressa a Barcelona para uma nova fase da carreira, focada na partilha da experiência acumulada na formação de treinadores e em projectos educacionais ligados ao desporto. A AFA fica com uma estrutura consolidada e com um modelo de referência já instalado.

Em síntese: Ao longo de treze anos, a AFA consolidou-se como uma referência do futebol de formação em Angola, com títulos nacionais e internacionais, dezenas de internacionais angolanos e a atenção de alguns dos maiores nomes do futebol mundial. A saída de Toni Cortés coloca agora à prova a solidez dessa construção.

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