Novagest: Como a Alimentação Influencia a Produtividade Nas Operações Remotas
Da logística à nutrição, a gestão alimentar em ambientes isolados pode influenciar o bem-estar, a motivação e a rotina operacional das equipas
Nas bases industriais mais isoladas de Angola, a refeição deixou de ser tratada como um pormenor logístico para passar a ser encarada como um factor de desempenho. A Novagest, que serve actualmente entre 4.650 e 9.100 refeições por dia em operações remotas espalhadas pelo país, defende que uma alimentação bem planeada estabiliza a fadiga, melhora a qualidade do sono e ajuda a reduzir acidentes nos turnos mais exigentes, com reflexos na produtividade e no ambiente de trabalho das equipas.
O que torna uma operação alimentar verdadeiramente remota
A presença da Novagest cobre vários pontos exigentes do mapa nacional. No Dundo, na Lunda Norte, gere o Hotel Diamante Dundo, da ENDIAMA, que é, segundo a empresa, o local mais interior e geograficamente isolado da sua carteira face à capital e que, por isso, obriga a uma logística de abastecimento complexa. No Soyo, província do Zaire, assegura o refeitório da Base ALNG, da Angola LNG, e os refeitórios e o hotel da Base Kwanda. Apesar de ser um polo industrial e petrolífero relevante, o Soyo é operacionalmente tratado como zona remota devido ao acesso e ao isolamento geográfico.
Em Cabinda, a empresa opera o refeitório do Terminal Fútila, da Sonangol E&P. Por se tratar de um enclave descontínuo do resto do território nacional, o acesso faz-se sobretudo por via marítima ou aérea, o que o coloca na categoria de operação remota. A lista continua no Sumbe, no Cuanza Sul, com o refeitório e cantina do INP e o refeitório do Centro de Formação Marítima de Angola; no Porto Amboim, com o refeitório da PAENAL; e no Lobito, em Benguela, com o refeitório da SONAMET.
O desafio comum a todos estes contextos é a logística e a cadeia de frio, ou seja, o esforço permanente para manter os bens em condições ao longo de distâncias e de acessos difíceis. É também aí que reside, de acordo com a Novagest, a diferença face a um refeitório corporativo urbano convencional. As distinções assentam em três pilares: o regime de pessoal, o perfil de menu e a infraestrutura de conservação. Num refeitório de cidade, uma falha resolve-se com o fornecedor por perto. Numa base remota, qualquer falha tem de ser antecipada, porque não há margem para improviso.
Implicações práticas para as equipas e para a operação
O perfil alimentar destes ambientes responde a exigências concretas. As necessidades mais comuns passam por um alto teor proteico e por uma forte aposta na hidratação, com adaptações específicas para o trabalho por turnos, o trabalho nocturno, as operações de elevada exigência física e os ambientes de temperaturas extremas.
Segundo a Novagest, os efeitos fazem-se sentir em vários planos. Ao nível do bem estar, a empresa diz observar uma estabilização do humor e da fadiga, uma melhoria da qualidade do sono e um clima organizacional mais positivo. Acrescenta que, num regime de confinamento em que o trabalhador está longe da família durante semanas, o momento da refeição funciona muitas vezes como principal âncora de socialização e de lazer, aquilo a que a própria empresa chama um refúgio dentro da operação. Na motivação, a Novagest aponta para expectativa positiva, mais foco e energia e um sentimento de orgulho da operação. A título de exemplo, e sem identificação do cliente, refere um caso de redução de acidentes e de fadiga no turno da noite após melhorias na componente alimentar. Trata se de um dado reportado pela empresa, não verificado de forma independente.
A qualidade do serviço é acompanhada de perto. O feedback dos utilizadores é recolhido através de inquéritos de satisfação trimestrais, e a avaliação apoia-se em indicadores como a pontualidade na abertura do refeitório, o cumprimento do menu programado e o tempo médio de espera na fila.
Na perspectiva da Novagest, o erro mais comum das organizações é subestimar a alimentação, o que, no seu entender, conduz quase sempre a um menu monótono, repetitivo e nutricionalmente deficiente. Para evitar esse cenário, a empresa recomenda que, na escolha de um parceiro alimentar para estes contextos, as organizações valorizem a contingência logística. O argumento é que uma operação urbana convencional tolera falhas porque o fornecedor está próximo, ao passo que uma operação remota obriga a planeamento, e é esse planeamento que sustenta a continuidade do serviço.
O essencial
Para a Novagest, a alimentação em operações remotas é uma variável estratégica, e não acessória. Nas bases que serve em Angola, das mais interiores às de acesso exclusivamente marítimo ou aéreo, são preparadas diariamente entre 4.650 e 9.100 refeições, com menus de alto teor proteico e atenção à hidratação, adaptados a turnos, trabalho nocturno, esforço físico intenso e temperaturas extremas. A empresa associa este modelo a colaboradores mais descansados, mais focados e menos expostos à fadiga, e defende que a capacidade de contingência logística deve ser o primeiro critério na escolha de um parceiro alimentar para este tipo de contexto.
Artigo promovido pela Novagest




