CRIATIVIDADE

Adobe Expande Agente Criativo Com Integração no Photoshop, Premiere e ChatGPT

Empresa anuncia novas capacidades de inteligência artificial no Firefly, integra assistentes nas aplicações da Creative Cloud e leva as suas ferramentas criativas para plataformas como ChatGPT, Claude, Gemini e Slack

A Adobe anunciou uma expansão significativa do seu agente criativo, que passa a estar disponível tanto no Firefly como em aplicações da Creative Cloud como o Photoshop, o Premiere, o Illustrator, o InDesign e o Frame.io. Segundo a empresa, o objectivo é dar a cada criativo um assistente de inteligência artificial capaz de orquestrar fluxos de trabalho com várias etapas a partir do resultado que o utilizador descreve, libertando-o para se concentrar na visão e nas decisões criativas. A par disso, a Adobe afirma que está a levar as suas ferramentas profissionais a plataformas externas como o ChatGPT, da OpenAI, o Claude, da Anthropic, e o Microsoft 365 Copilot.

De acordo com o comunicado oficial, o anúncio assenta em três frentes. A primeira é o reforço do Firefly enquanto estúdio criativo de inteligência artificial, com novas competências e ferramentas e uma experiência unificada que, segundo a empresa, junta numa só plataforma as fases de ideação, criação e produção. A segunda é a chegada do agente criativo às aplicações da Creative Cloud, sob a forma de assistentes de IA específicos para cada programa. A terceira é a aposta em disponibilizar estas ferramentas em plataformas de terceiros já muito utilizadas.

A Adobe descreve o seu agente criativo como uma camada que liga todas as etapas do trabalho criativo, colocando o criador, nas palavras da empresa, na cadeira de realizador. A ideia apresentada é a de que o agente trata da execução de tarefas complexas e repetitivas, enquanto a visão criativa permanece do lado do utilizador.

Citado no comunicado, David Wadhwani, Presidente da Área de Criatividade e Produtividade da Adobe, afirmou que cada criativo passa a ter um agente capaz de o ajudar a executar trabalho em todas as aplicações e plataformas onde actua, cabendo ao próprio definir a visão, aplicar o seu critério e tomar as decisões que só a ele competem.

No Firefly, a empresa indica que o assistente de IA, lançado recentemente em beta pública, terá ganho aceitação junto dos criadores, segundo a própria leitura da Adobe, e recebe agora novas competências. Entre elas estão a criação de kits de marca a partir de uma descrição de estilo, nome e paleta de cores, a produção de vídeos curtos a partir de fotografias de produto, a montagem automática de um primeiro corte de vídeo e a criação de storyboards que servem de base à geração de vídeo. A Adobe acrescenta que está em beta privada uma nova versão do estúdio, com funcionalidades como Elements e Projects, apresentadas como forma de manter consistência e contexto entre gerações.

Para os profissionais de criação e marketing, o ponto central é a promessa de delegar tarefas de preparação e de produção em série. Segundo a Adobe, cada assistente funciona como um especialista dentro da respectiva aplicação. No Premiere, encarrega-se de organizar materiais, renomear clips em lote ou identificar perguntas de entrevista. No Photoshop, executa pedidos como trocar fundos, redimensionar peças para várias plataformas ou organizar camadas. No Illustrator, a empresa dá o exemplo de gerar dezenas de ficheiros versionados a partir de uma folha de cálculo. No InDesign, aplica actualizações de texto, estilo e verificações de prontidão para impressão, e no Frame.io ajuda a organizar materiais de rodagem e a reunir feedback.

A Adobe situa este lançamento num contexto de adopção crescente da IA criativa. Citando o seu relatório Creators’ Toolkit, que inquiriu mais de 16 mil criadores a nível global, a empresa refere que 75 por cento descrevem a IA criativa como integrada ou essencial na forma como trabalham, mas que 85 por cento defendem que a decisão criativa final deve permanecer sempre do lado humano, princípio que diz estar na base da concepção do seu agente. Trata-se de um estudo da própria Adobe, pelo que os dados reflectem a perspectiva da empresa.

A disponibilização das ferramentas em plataformas como o ChatGPT, o Claude, o Copilot e, segundo planos anunciados pela empresa, também o Gemini e o Slack, alarga o alcance a um universo que a Adobe estima em centenas de milhões de utilizadores, nos ambientes onde já trabalham. Importa notar que várias destas funcionalidades surgem ainda em fase beta, pública ou privada, pelo que a sua disponibilidade poderá variar.

O essencial

A Adobe reforçou o seu agente criativo e estendeu-o ao Firefly e às principais aplicações da Creative Cloud, com assistentes de IA capazes de executar fluxos de trabalho com várias etapas a partir de instruções dadas pelo utilizador. A empresa sublinha que a visão e as decisões criativas continuam do lado humano e leva as suas ferramentas a plataformas externas que diz terem grande alcance. Grande parte das novidades encontra-se em fase de testes, o que condiciona, para já, a sua disponibilidade generalizada.

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