CEO da CFAO Mobility Angola Defende Integração dos Transportes nos Corredores de Desenvolvimento
Chris Ndala considera que os corredores devem combinar diferentes modos de transporte e gerar impacto económico nos territórios que atravessam

O CEO da CFAO Mobility Angola, Chris Ndala, defendeu que o desenvolvimento dos corredores logísticos em Angola deve passar por uma maior integração entre ferrovia, transporte rodoviário e outras componentes da cadeia logística. A posição foi apresentada durante o painel “Corredores logísticos, transportes e facilitação do comércio regional”, realizado no âmbito do Angola Economic Forum 2026, no Hotel Epic Sana Luanda.
De corredores de transporte a corredores de desenvolvimento
O oitavo painel do Angola Economic Forum 2026 abordou temas relacionados com integração regional, transportes, competitividade dos corredores logísticos, financiamento e cooperação internacional.
Na sua intervenção, Chris Ndala centrou a análise na necessidade de os corredores de transporte terem um impacto económico mais amplo nos territórios que atravessam.
Segundo o responsável, o actual paradigma do sector exige que as infra-estruturas deixem de ser analisadas de forma isolada e passem a funcionar de maneira complementar, articulando ferrovia, rodovia e outros elementos da cadeia logística.
Chris Ndala referiu que, historicamente, muitos corredores africanos estiveram orientados para actividades extractivas e para o escoamento de mercadorias dos países do hinterland para os mercados externos.
Segundo explicou, o conceito de corredor de desenvolvimento procura ampliar essa função, considerando também a capacidade das infra-estruturas para estimular actividade económica e melhorar as ligações entre os territórios abrangidos.
Cobertura das infra-estruturas continua limitada
Durante a intervenção, o CEO da CFAO Mobility Angola chamou também a atenção para a relação entre a dimensão territorial de Angola e a extensão das suas redes de transporte.
De acordo com os dados apresentados, Angola tem mais de 1,2 milhões de quilómetros quadrados de território, cerca de 16 mil quilómetros de estradas asfaltadas e aproximadamente 2.720 quilómetros de linhas ferroviárias, que ainda não constituem uma rede totalmente integrada.
Para Chris Ndala, estes indicadores mostram que a cobertura das infra-estruturas de transporte continua reduzida face à dimensão do território.
Nesse contexto, o responsável defendeu que o desenvolvimento das redes deve ser acompanhado por maior complementaridade entre diferentes modos de transporte.
Caimbambo usado como exemplo de integração logística
Chris Ndala utilizou uma situação registada em Junho, na zona de Caimbambo, província de Benguela, para exemplificar a importância dessa articulação.
Segundo o executivo, as ocorrências verificadas naquela região levaram à implementação de um plano de contingência que combinou transporte ferroviário e rodoviário.
A operação permitiu, de acordo com os dados apresentados durante o painel, movimentar 28 mil toneladas de tráfego internacional num único mês.
Para Chris Ndala, o caso demonstrou a importância de existirem alternativas operacionais capazes de assegurar a continuidade do fluxo logístico quando uma determinada infra-estrutura enfrenta limitações.
Impacto dos corredores deve chegar às comunidades
A intervenção abordou também o impacto económico e social das infra-estruturas nos territórios atravessados pelos corredores.
Chris Ndala defendeu que a ferrovia deve contribuir não apenas para o transporte de mercadorias, mas também para estimular actividade económica nas regiões onde está inserida.
Segundo os dados apresentados, cerca de nove milhões de habitantes vivem nas províncias atravessadas pelo corredor referido durante a sessão.
Para o CEO da CFAO Mobility Angola, este factor deve ser considerado na avaliação do impacto dos investimentos em infra-estruturas, particularmente no que respeita à capacidade de gerar actividade económica nas zonas abrangidas.
O essencial
Chris Ndala defendeu no Angola Economic Forum 2026 que os corredores logísticos devem ser estruturados como sistemas integrados, combinando diferentes modos de transporte e não apenas infra-estruturas isoladas.
Na sua intervenção, o CEO da CFAO Mobility Angola apontou a articulação entre ferrovia e transporte rodoviário como um dos elementos necessários para aumentar a resiliência das operações e ampliar o impacto económico dos corredores nos territórios que atravessam.
Este artigo é um conteúdo de Brand Publishing, produzido em parceria comercial com a CFAO Mobility Angola




