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Estudo Alerta Para Riscos de Erosão do Pensamento Crítico na Era da Inteligência Artificial

Investigação da WSJ Intelligence, patrocinada pela PMI, conclui que o pensamento crítico, a empatia e a capacidade de decisão ganham importância à medida que a inteligência artificial se integra nas empresas

A crescente adopção da inteligência artificial nas empresas está a aumentar a valorização de competências humanas como o pensamento crítico, a empatia e a capacidade de decisão. Ao mesmo tempo, um novo estudo desenvolvido pela WSJ Intelligence, com patrocínio da Philip Morris International (PMI), alerta para o risco de dependência excessiva das ferramentas de IA e para o eventual enfraquecimento de algumas capacidades cognitivas.

Estudo analisou mais de 2.500 profissionais

Os primeiros resultados da investigação foram apresentados durante o Cannes Lions International Festival of Creativity e baseiam-se num inquérito realizado a mais de 2.500 profissionais dos Estados Unidos, Reino Unido, Itália, África do Sul e Brasil.

Segundo os autores, trata-se do maior estudo realizado pela WSJ Intelligence até à data. O relatório completo deverá ser divulgado em Setembro.

A investigação procurou compreender a forma como a inteligência artificial está a alterar as competências valorizadas no ambiente de trabalho e a percepção dos profissionais sobre o papel das capacidades humanas num contexto de crescente automação.

Confiança na inteligência artificial continua limitada

Apesar da utilização generalizada das ferramentas de IA, os resultados apontam para uma diferença significativa entre utilização e confiança.

Cerca de 83% dos profissionais inquiridos afirmam utilizar inteligência artificial semanalmente para pesquisa e síntese de informação. Contudo, apenas 57% dizem confiar de forma elevada ou total nos resultados produzidos por estas ferramentas.

Quando existe divergência entre as recomendações da inteligência artificial e o julgamento humano, 62% dos participantes consideram que a decisão final em matérias estratégicas ou criativas deve permanecer nas pessoas.

Pensamento crítico é considerado essencial

O estudo identifica o pensamento crítico como a competência mais importante no actual contexto profissional.

Ao mesmo tempo, os inquiridos consideram que esta capacidade poderá ser uma das mais vulneráveis à utilização excessiva da inteligência artificial, devido à redução da necessidade de análise, interpretação e tomada de decisão em determinadas tarefas.

A empatia criativa e a adaptabilidade surgem igualmente entre as competências que os profissionais acreditam que ganharão maior relevância nos próximos três anos.

Diferenças entre níveis hierárquicos

Os resultados revelam também diferenças significativas entre os vários níveis das organizações.

Os executivos de topo apresentam níveis mais elevados de conhecimento e utilização da inteligência artificial. Cerca de 33% dos líderes empresariais afirmam possuir competências avançadas em IA, enquanto entre os profissionais em início de carreira essa percentagem é de 15%.

Os responsáveis de gestão demonstram igualmente níveis superiores de confiança nas ferramentas de inteligência artificial.

Automação pode libertar tempo para actividades de maior valor

Apesar dos desafios identificados, a investigação aponta benefícios associados à utilização da inteligência artificial.

Sete em cada dez profissionais afirmam utilizar o tempo libertado pela automação para desenvolver actividades consideradas de maior valor, incluindo planeamento, trabalho estratégico, criatividade e tomada de decisão.

Os resultados sugerem que a tecnologia está a ser utilizada não apenas para ganhos de eficiência, mas também para reforçar determinadas actividades humanas dentro das organizações.

A PMI e a WSJ Intelligence deverão aprofundar estas conclusões num relatório detalhado previsto para este ano. Está igualmente prevista uma série de conteúdos em vídeo dedicada ao impacto da inteligência artificial na cognição humana e no futuro do trabalho.

Em síntese

  • 83% dos profissionais utilizam IA semanalmente, mas apenas 57% confiam plenamente nos resultados.
  • 62% consideram que o julgamento humano deve prevalecer em decisões estratégicas e criativas.
  • pensamento crítico é apontado como a competência mais importante e simultaneamente uma das mais vulneráveis.
  • Empatia criativa e adaptabilidade deverão ganhar importância nos próximos anos.
  • Os executivos demonstram maior domínio e confiança na inteligência artificial.
  • A maioria dos profissionais utiliza o tempo poupado pela automação em actividades de maior valor acrescentado.

Marcas em acção é uma publicação especializada em notícias sobre marcas, marketing e comunicação. Redacção: marcas@marcasemaccao.com

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